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LRO capta imagem da cratera Kopff

Missões da NASA fornecem vastas quantidades de dados para se preparar para futuras missões de exploração humana e aprender mais sobre o universo.

Objetivo da Missão: Mini-RF é um radar a bordo da sonda LRO. Enquanto orbita da Lua, emite pulsos de radar para a superfície lunar e "ouve" os ecos. A análise do sinal de retorno fornece informações sobre a irregularidade da superfície,  pedras enterradas e sobre as regiões polares lunares.

Descrição: Os dados recolhidos pelo Mini-RF vão ajudar os pesquisadores a saber mais sobre o processo de formação de crateras. A imagem acima mostra uma pequena cratera de impacto dentro do chão da cratera de 16 km de diâmetro, Kopff. As áreas brilhantes na imagem são ásperas e as escuras são relativamente planas. O radar mostra interferências da pequena cratera dentro e fora de Kopff que, curiosamente, não aparecem nos dados ópticos reunidos nesta região.

Prazo: LRO e Mini-RF vão orbitar a Lua para os próximos dois a três anos.

Aplicação: Uma melhor compreensão do processo de impacto vai ajudar a fornecer mais informações sobre como crateras moldaram os planetas terrestres.


  • Créditos:
  • Data: 
  • 09/03/10
  • Imagens:
  • NASA

    Feliz Aniversário Spirit!

    É no domingo o aniversário do rover da NASA, Spirit. Seu aniversário irá marcar seis anos de pesquisa  científica inédita e inspiração para o público norte-americano. No entanto, o próximo inverno marciano poderia terminar  com sua carreira de sucesso.

    Spirit pousou com sucesso no planeta vermelho as 20:35 PST em 3 de janeiro de 2004, e seu gêmeo Opportunity chegou as 21:05  de 24 de janeiro de 2004. As missões, que antes eram  destinadas a durar três meses, surpreenderam tanto que estão lá até hoje. Durante mais de seis anos da Terra, ou 3,2 anos de Marte,  Spirit encontrou provas de um ambiente violento e húmido, que era completamente diferente do passado molhado e ácido documentado pelo Opportunity, que tem operado com êxito, uma vez que explora o outro lado do planeta.

    Entretanto, nove meses atrás, nosso querido rover caiu em uma armadilha marciana. Suas rodas romperam uma camada superficial, que possuia areia abaixo de si. Os esforços para escapar dessa armadilha  quase o inutilizaram. Sua incapacidade de usar todas as suas seis rodas para a condução, só piorou a situação. A roda dianteira da direita do Spirit parou de trabalhar, em 2006, e sua roda traseira direita já havia parado há um mês. Surpreendentemente, a roda dianteira direita voltou a trabalhar, embora de forma intermitente (ou seja, de forma não contínua). Rovers com quatro ou cinco rodas operacionais têm produzido pouco progresso para escapar de armadilhas como essa. As últimas tentativas do rover só pioraram a situação, sendo que cada vez afunda ainda mais no solo.

    A armadilha de areia e rodas com mau funcionamento são desafios para a mobilidade do Spirit. A equipe que "cuida" do rover pode não ser capaz de posicionar os painéis solares do robô de forma a se inclinarem em direção ao sol para coletar energia, para assim faze-lo sobreviver ao rigoroso inverno marciano.

    "A maior prioridade é mantê-lo móvel, se isso é possível", disse Steve Squyres, da Universidade Cornell em Ithaca, NY.

    Se a mobilidade não é possível, a próxima prioridade é melhorar a inclinação do robô, pois assim ele seria capaz de gerar eletricidade suficiente para virar as rodas. Ele está no hemisfério sul de Marte, onde é outono, e a quantidade de sol disponível por dia para o rover movido a energia solar está diminuindo. Isso poderia resultar em cessar as atividades de extração já em janeiro, dependendo da quantidade de energia restante. Sua inclinação, cerca de cinco graus para o sul, é desfavorável porque o sol de inverno cruza baixo no céu do norte.

    "No ritmo atual de acumulação de pó, os painéis solares em inclinação zero poderiam fornecer energia suficiente apenas para executar os aquecedores de sobrevivência com o solstício de inverno de Marte", disse Jennifer Herman, um engenheiro de energia de rovers no Jet Propulsion Laboratory da NASA em Pasadena, Califórnia.

    Em fevereiro, a Nasa vai avaliar missões a Marte, incluindo o Spirit, para a sua ciência versus custos potenciais para determinar como distribuir recursos limitados. Enquanto isso, a equipe está planejando a pesquisa adicional sobre o que um rover estacionário poderia realizar com pouca energia.

    "O Spirit poderia continuar sua investigação em que é significativo", disse Ray Arvidson, da Universidade Washington em St. Louis, investigador principal para os rovers. "Podemos estudar o interior de Marte, monitorar o clima (tempo) e continuar a analisar os depósitos que são interessantes".
     
    Um estudo do interior do planeta teria de usar transmissões de rádio para medir a oscilação de seu eixo de rotação, que não é viável para um robô móvel. Esta e outras experiências podem dar mais e diferentes resultados de uma missão que já excedeu todas as expectativas.
     
    "Alterações de longo prazo no sentido de rotação pode nos dizer sobre o diâmetro e densidade do núcleo do planeta", disse William Folkner do JPL. Ele tem desenvolvido planos para realizar esta experiência com um futuro lander de Marte, estacionário.  "Um curto período de mudanças poderia nos dizer se o núcleo é sólido ou líquido", disse ele.
     
    Em 2004, o Opportunity descobriu a primeira evidência mineralógica que Marte teve água em estado líquido. O rover terminou recentemente uma investigação de dois anos em uma cratera de, aproximadamente, 700 metros de largura, chamada Victoria. Agora, é dirigido em direção a  cratera Endeavor, que tem cerca de 22 quilômetros de diâmetro. Desde sua chegada, o Opportunity já andou mais de 16 quilômetros e retornou mais de 132.000 imagens.

    Sonda New Horizons na metade do caminho para Plutão


    Uma veloz sonda da NASA está agora na metade do caminho para Plutão, e rumo à um encontro com o distante e gélido mundo em 2015.




    Nesta Terça-feira, a sonda New Horizons da NASA estava à cerca de 2,463 bilhões de km da Terra, e 2,462 bilhões de km de Plutão, desta forma a sonda está mais perto de Plutão do que do nosso lar. A sonda irá sobrevoar o planeta anão e suas luas no dia 14 de Julho de 2015, antes de mergulhar mais fundo no Cinturão de Kuiper nas partes externas do Sistema Solar.

    “Este é o primeiro de vários marcos nos próximos 10 meses que marcam os caminhos intermediários da jornada para a fronteira do Sistema Solar, onde Plutão está,” disse Alan Stern, investigador principal do New Horizons.

    A sonda está pouco além do ponto intermediário entre as órbitas de Saturno e Urano, e está rumo à Plutão à uma velocidade de 1,2 milhões de km por dia.

    A New Horizons está atualmente em modo de hibernação, coletando dados de impactos de poeira interplanetária enquanto voa. A equipe de Stern planeja acordar a sonda brevemente no dia 5 de Janeiro por 10 dias para manutenção e atividades de rastreamento.

    Outros marcos esperam pela New Horizons em 2010. No dia 25 de Fevereiro, a sonda terá feito metade da distância de viagem real à Plutão. No dia 20 de Abril, ela estará na metade do caminho entre o Sol e seu ponto de encontro com Plutão. E no dia 17 de Outubro, a sonda irá ter chegado à metade de seu tempo de voo até Plutão, com mais cinco anos para viajar.

    Sondas Voyager solucionam mistério da Nuvem Local



    O Sistema Solar está passando por uma nuvem interestelar que de acordo com a física não deveria existir. Na edição do dia 24 de Dezembro do jornal Nature, uma equipe de cientistas revela como a sonda Voyager da NASA solucionou este mistério.

    “Usando dados da Voyager, nós descobrimos um forte campo magnético logo do lado de fora do sistema solar,” explica o líder da pesquisa, Merav Opher da Universidade de George Mason.

    “Este campo magnético mantém a nuvem interestelar junta, e soluciona o mistério de como ela pode existir.

    A descoberta tem implicações para o futuro onde o sistema solar irá eventualmente atingir outras nuvens similares no braço da nossa galáxia.

    A nuvem por onde estamos passando agora é chamada pelos astrônomos de Nuvem Interestelar Local, ou “Nuvem Local” para encurtar. Ela tem cerca de 30 anos-luz de comprimento, e contém uma mistura de átomos de hidrogênio e hélio à uma temperatura de 6000 ºC. O mistério da existência da Nuvem tem a ver com seus arredores. Há cerca de 10 milhões de anos atrás, um aglomerado próximo de supernovas explodiu, criando uma gigantesca bolha de gás. A Nuvem está completamente cercada por esse gás em alta pressão, e deveria ter sido esmagada ou dispersada por ele.

    “A temperatura e densidade observadas da Nuvem Local não providencia pressão suficiente para resistir à pressão do gás quente em volta dela,” diz Opher.

    Então, como a Nuvem sobreviveu? As Voyagers encontraram a resposta.

    “Dados da Voyager mostram que a Nuvem está mais magnetizada do que qualquer um suspeitava – entre 4 e 5 microgauss,” diz Opher. “Este campo magnético pode providenciar a pressão extra necessária para resistir à destruição.”

    As duas sondas Voyager da NASA estão viajando para fora do Sistema Solar por mais de 30 anos. Elas agora estão além da órbita de Plutão e prestes a entrar no espaço interestelar – mas eles não estão lá ainda.
    “As Voyagers não estão exatamente dentro da Nuvem Local,” diz Opher. “Mas elas estão chegando mais perto, e já podem detectar características da Nuvem.”

    A Nuvem está sendo mantida à distância pelo campo magnético do Sol, que foi inflado pelo vento solar até virar uma bolha magnética de mais de 10 bilhões de km de diâmetro, chamada de “heliosfera,” esta bolha age como um escudo que ajuda a proteger o sistema solar interior dos raios cósmicos e nuvens interestelares. As duas Voyagers estão localizadas na camada mais externa da heliosfera, conhecida como “heliosheath,” onde o vento solar é desacelerado pela pressão do gás interestelar.

    A Voyager 1 entrou na heliosheath em Dezembro de 2004; a Voyager 2 entrou em Agosto de 2007, quase 3 anos depois da sua irmã. Estas entradas foram uma peça fundamental para a descoberta de Opher e sua equipe.

    O tamanho da heliosfera é determinado por um balanço de forças: Vento solar infla a bolha do lado de dentro, enquanto a Nuvem Local a compressa do lado de fora. Quando as Voyagers entraram no heliosheath, elas revelaram o tamanho aproximado da heliosfera, e portanto, quanta pressão a Nuvem Local exerce. Uma porção desta pressão é magnética e corresponde aos ~5 microgauss que a equipe de Opher relatou no jornal Nature.

    O fato de que a Nuvem é fortemente magnetizada significa que outras nuvens na vizinhança galáctica também podem ser. Eventualmente, o sistema solar irá entrar em alguma delas, e seus fortes campos magnéticos podem comprimir a heliosfera ainda mais do que já está agora. Compressão adicional poderia permitir que mais raios cósmicos entrem no sistema solar interior, possivelmente afetando o clima Terrestre e a habilidade dos astronautas de viajar com segurança pelo espaço. Por outro lado, os astronautas não precisariam viajar tanto, já que o espaço interestelar estaria mais próximo do que nunca. Estes eventos poderiam ocorrer em escalas de tempo de dezenas à centenas de milhares de anos, o que corresponde ao tempo que leva para o sistema solar se mover de uma nuvem para outra.

    “Tempos interessantes podem estar chegando!” disse Opher.

    Perdemos o Chandrayaan-1

    Infelizmente todo o contato com o orbitador Lunar indiano Chandrayaan-1 foi súbitamente perdido durante uma sessão de comunicação com a Terra. O diretor do projeto, M. Annadurai, disse ao The Times of India: “A missão está definitivamente encerrada. Nós perdemos contato com a sonda. Ela fez seu trabalho, tecnicamente 100%. Cientificamente também, ela fez quase 90-95% do seu trabalho.
    IBNLive relata que S. Satish, diretor de relações públicas da ISRO (Organização de Pesquisas Espaciais Indiana) disse à eles que “os cientistas não foram capazes de determinar o que está acontecendo com a sonda por causa da falha. Ele diz que o ISRO não conseguiu manter comunicação com o Chandrayaan-1. ‘Nós não fomos capazes de estabelecer comunicação com a sonda–isso é perda de conexão de rádio. É um problema muito sério. Esta anomalia está sendo analisada com os últimos dados recebidos.’”
    A sonda Chandrayaan-1 foi lançada no dia 22 de Outubro de 2008, e estava marcada para conduzir uma missão primária de dois anos. Durante 312 dias na Lua, ela orbitou mais de 3.400 vezes e retornou mais de 70.000 imagens, além de outros dados. Mais da metade de seus instrumentos foram fornecidos pela (ou em cooperação com) a ESA e a NASA; várias foram cópias dos instrumentos na sonda SMART-1 da ESA, e uma foi uma réplica do instrumento Mini-SAR, agora em órbita no Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA. O ISRO colocou algumas imagens e dados da missão aqui.
    Referências: The Times of India.

    Fonte: Engenharia & Astronomia