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O homem na Lua

Olá! Este pequeno artigo, que tem o objetivo de divulgação astronômica, foi escrito por Paulo Fontanezi (com a revisão de Walisson H. C.) fala sobre o homem na Lua.

 Pousar na Lua. Era considerado loucura e/ou bruxaria na Idade Média. Que bom que os tempos mudaram! Com o avanço da tecnologia, muitos mitos caíram.

O que era coisa de "outro mundo" - literalmente - aconteceu há 40 anos atrás, quando o homem realizava uma das suas maiores façanhas - ele pousava na Lua.

O feito foi concebido numa época onde havia uma grande disputa entre: os capitalistas (Encabeçados pelo EUA) e socialistas (Encabeçados pela URSS - atual Rússia).

Para provar a superioridade de seu sistema, tanto capitalistas como socialistas investiram pesado em tecnologia. Este investimento é conhecido como corrida espacial, onde cada bloco tinha como objetivo colocar um objeto e um ser vivo em órbita antes do que o outro.

A URSS foi a primeira a colocar um objeto em órbita - o satélite artificial Sputnik - que tinha como objetivo estudar possíveis lançamentos de cargas úteis ao espaço. Logo em seguida vendo que realmente havia um método para tal façanha, a URSS colocou o primeiro ser vivo em órbita, a Cadela Laika. Não demorou muito para que o primeiro ser humano fosse ao espaço: Yuri Gagarin na missão Vostok 1, sendo que este disse a famosa frase: "A terra é azul".

Enquanto isso, os americanos também foram ao espaço - entre 1948 e 1957 -  com os primatas Albert, Albert II, Albert III, Albert IV (também chamado Yorick) e Albert V, que morreram durante suas missões poucas horas depois de regressar à Terra. Com humanos também: Alan Shepard - segundo homem e primeiro norte-americano a ir ao espaço - num vôo suborbital em 1961.

Ocorridos tais fatos, os E.U.A  - para conseguir superar o programa espacial Russo - propôs uma das maiores façanhas da humanidade que era uma viagem  à Lua em segurança.

Tal façanha foi proposta pelo então presidente na época Jonh. F. Kennedy com a famosa frase:
"Nós decidimos ir a Lua. Decidimos ir a Lua nesta década, não porque isso é fácil, mas porque é difícil”;

Este projeto ficou conhecido como Apollo.

O conjunto de missões espaciais [do programa] eram coordenadas pela Nasa (agência espacial dos EUA) entre 1961 e 1972. O sucesso do projeto veio com o pouso da Apollo 11 no solo lunar em 20 de julho de 1969, com o pouso do primeiro homem na lua. A tripulação era constituída por Neil Armstrong, Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Collins. No dia 26 de julho de 1969 após 102 horas do lançamento da cabo Canaveral, Neil Armstrong colocava seus pés em solo lunar e dizia uma das frases mais famosas da historia:

"Este é um pequeno passo para o homem, mas um enorme salto para a humanidade".
(Neil Armstrong)

A decadência do projeto aconteceu em 1972 com o ultimo vôo realizado (Apollo 17). As principais causas do cancelamento das ultimas missões foram falta de verbas, cortadas pelo congresso americano, quanto o desinteresse da opinião pública americana com o projeto.



Caso você queira saber mais, assita o documentário abaixo, do The History Channel:
Agradecemos imensamente a disponibilização dos vídeos pelo canal direstraits25


A propósito, confira "Grandes missões da NASA", disponível no Astronomia Brasil, nosso parceiro. Clique aqui e confira.



Leia mais

http://www.snopes.com/quotes/onesmall.asp
Artigo que conta, em detalhes, como Neil Armstrong disse a sua famosa frase e os seus signficados.

http://www.jfklibrary.org/Historical+Resources/Archives/Reference+Desk/Speeches/JFK/Urgent+National+Needs+Page+4.htm
Discurso do presidente Kennedy, (praticamente) completo.

http://www.space.com/news/laika_anniversary_991103.html
A história da cadela Laika.

  • Créditos:
  • Data: 
  • 16/05/10
  • Autor:
  • Paulo Fontanezi
  • Apoio e revisão:
  • Walisson H. C.

LRO capta imagem da cratera Kopff

Missões da NASA fornecem vastas quantidades de dados para se preparar para futuras missões de exploração humana e aprender mais sobre o universo.

Objetivo da Missão: Mini-RF é um radar a bordo da sonda LRO. Enquanto orbita da Lua, emite pulsos de radar para a superfície lunar e "ouve" os ecos. A análise do sinal de retorno fornece informações sobre a irregularidade da superfície,  pedras enterradas e sobre as regiões polares lunares.

Descrição: Os dados recolhidos pelo Mini-RF vão ajudar os pesquisadores a saber mais sobre o processo de formação de crateras. A imagem acima mostra uma pequena cratera de impacto dentro do chão da cratera de 16 km de diâmetro, Kopff. As áreas brilhantes na imagem são ásperas e as escuras são relativamente planas. O radar mostra interferências da pequena cratera dentro e fora de Kopff que, curiosamente, não aparecem nos dados ópticos reunidos nesta região.

Prazo: LRO e Mini-RF vão orbitar a Lua para os próximos dois a três anos.

Aplicação: Uma melhor compreensão do processo de impacto vai ajudar a fornecer mais informações sobre como crateras moldaram os planetas terrestres.


  • Créditos:
  • Data: 
  • 09/03/10
  • Imagens:
  • NASA

    Perdemos o Chandrayaan-1

    Infelizmente todo o contato com o orbitador Lunar indiano Chandrayaan-1 foi súbitamente perdido durante uma sessão de comunicação com a Terra. O diretor do projeto, M. Annadurai, disse ao The Times of India: “A missão está definitivamente encerrada. Nós perdemos contato com a sonda. Ela fez seu trabalho, tecnicamente 100%. Cientificamente também, ela fez quase 90-95% do seu trabalho.
    IBNLive relata que S. Satish, diretor de relações públicas da ISRO (Organização de Pesquisas Espaciais Indiana) disse à eles que “os cientistas não foram capazes de determinar o que está acontecendo com a sonda por causa da falha. Ele diz que o ISRO não conseguiu manter comunicação com o Chandrayaan-1. ‘Nós não fomos capazes de estabelecer comunicação com a sonda–isso é perda de conexão de rádio. É um problema muito sério. Esta anomalia está sendo analisada com os últimos dados recebidos.’”
    A sonda Chandrayaan-1 foi lançada no dia 22 de Outubro de 2008, e estava marcada para conduzir uma missão primária de dois anos. Durante 312 dias na Lua, ela orbitou mais de 3.400 vezes e retornou mais de 70.000 imagens, além de outros dados. Mais da metade de seus instrumentos foram fornecidos pela (ou em cooperação com) a ESA e a NASA; várias foram cópias dos instrumentos na sonda SMART-1 da ESA, e uma foi uma réplica do instrumento Mini-SAR, agora em órbita no Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA. O ISRO colocou algumas imagens e dados da missão aqui.
    Referências: The Times of India.

    Fonte: Engenharia & Astronomia

    A Lua é feita de madeira!

    Certo, bem… quanto a isso eu não sei, mas sei de uma coisa: de acordo com o Museu Nacional Holandês, a rocha lunar que eles receberam da NASA durante o tour mundial após o pouso da Apollo 11 nada mais é que madeira petrificada!
    rock
    Nessa altura nossos conspiracistas de plantão devem estar pulando de alegria, mas detesto ser o portador de más notícias (mentira, é o trabalho perfeito, contra conspiracistas, isto é.), mas devem levar em consideração este fato:
    A NASA já enviou amostras lunares para dezenas de milhares de laboratórios e universidades ao longo de 40 anos, se fossem falsas, teriam sido detectadas como esta foi.
    São as nossas boas amigas, senhora Generalização Apressada e senhorita Falácia de Composição. As duas são irmãs gêmeas, na verdade.
    Bem, e o que isso prova? Que as missões Apollo foram falsas? Improvável, mas eu mantenho minha teoria que a Lua é feita de madeira!

    Fonte: Engenharia & Astronomia

    LRO fotografa Apollo 14

    Estão vindo!
    O LRO ainda não chegou na sua órbita de mapeamento, mas com o Sol bem mais alto no horizonte, é possível ver mais detalhes da Apollo 14 em Fra Mauro:

    apollo14
    Clique para ver a imagem completa (é grande)

    Aproveitando também e colocando uma imagem com as legendas de várias estruturas no local de pouso da Apollo 14. As setas pequenas mostram os rastros feitos pelos astronautas:

    a14lro1

    Um dos pontos marcados é a Rocha de Saddle, um grande rochedo visitado pelos astronautas:

    a14lrosaddle

    Fiquem ligados para mais fotos dos locais de pouso das Apollo tiradas pelo LRO!

    NASA recebe prêmio Emmy pela transmissão da Apollo 11

    A NASA Television recebeu um prêmio Emmy por excelência em engenharia em comemoração do 40º aniversário das inovações tecnológicas que levaram à primeira transmissão da superfície da Lua pelos astronautas da Apollo 11 no dia 20 de Junho de 1969

    “Eu dou parabéns aos vários funcionários da NASA que estão sendo reconhecidos pela academia com este prêmio pelas contribuições para a excelência em engenharia de televisão,” diz o chefe da NASA Charles Bolden. “Do primeiro pouso do homem na Lua em 1969 até as transmissões em alta definição das iniciativas Americanas de exploração espacial, a televisão tem sido uma poderosa ferramenta de comunicação que permite a agência a compartilhar suas conquistas em explorações e descobertas com o mundo.”

    O Prêmio Philo T. Farnsworth de 2009, nomeado em homenagem ao homem que projetou e construiu o primeiro sistema funcional de televisão, honra uma agência, companhia ou instituição por contribuições por um longo período de tempo que significativamente afetaram o estado de tecnologia e engenharia da televisão.

    “Nós estavamos assistindo, e quando Neil Armstrong pousou na Lua, Phil virou para mim e disse, ‘Pem, isso fez tudo valer a pena,’” disse Elma Farnsworth em uma entrevista de 1996. “Antes disso, ele não tinha tanta certeza.”

    O Emmy será apresentado à NASA durante uma cerimônia no Sábado, no Hotel Renaissance em Los Angeles.

    A Verdadeira Viagem à Lua (De acordo com os Conspiracistas)

    Nesse post iremos analisar como seria a ida à Lua se ela tivesse sido feita de acordo com os padrões dos conspiracistas.

    Vamos começar pulando a parte mais difícil da viagem, ou seja, sair da Terra, já que nenhum conspiracista parece ter encontrado um problema com a parte mais fadada à falhas em qualquer missão e ir direto à parte mais fácil da missão, ou seja, a parte mais difícil no dicionário do conspiracista: chegar e pousar na Lua.

    Uma cratera imensa é feita pelo poderoso propulsor de um Módulo Lunar com 5 metros de blindagem, suíte master e jacuzzi. Na superfície, a Via Láctea cruza o céu enquanto inúmeras estrelas brilham ao fundo. Os astronautas dão pulos de 3 metros enquanto suas sombras ficam perfeitamente alinhadas, não importa o ângulo de visão ou o relevo. É claro que os astronautas ficam meio estranhos, porque qualquer ponto na roupa deles onde luz não chegasse seria completamente escuro, e também não seria muito divertido, pois as pegada que os astronautas fazem simplesmente colapsam.

    E chega a hora de ir para casa, após 5 minutos de delay (já que a tecnologia da época era tão ruim que as ondas de rádio nem conseguiam viajar à velocidade da luz), os astronautas iniciam o processo de lançamento, eles tiram no palitinho para ver quem é o coitado que vai ficar para controlar a câmera e filmar o Módulo Lunar subindo, mas não tem problema, daqui a alguns meses a próxima missão leva esse astronauta de volta à Terra e deixa outro no lugar.

    5… 4… 3… 2… 1… Lançar! O foguete do Módulo Lunar é ligado, atirando poderosas chamas para o solo, dobrando o tamanho da cratera e jogando toneladas de poeira para cima, até mesmo poeira que estava a vários metros dos gases do propulsor. O Módulo Lunar começa sua lenta subida, gradativamente ganhando velocidade enquanto o pobre astronauta filma a subida, saudando o feito de sua nação com uma lágrima de orgulho escorrendo.

    Dois meses depois, um novo Módulo Lunar pousa na Lua e busca o astronauta que ficou para filmar, e o processo se repete.
    É claro, depois de tantos pousos, a NASA descobriu uma forma de ganhar dinheiro ilimitado do governo, e sem falta, a cada dois meses, uma nova sonda pousa na Lua, recolhe o astronauta da missão anterior, repete a mesma coisa que foi feita centenas de vezes e volta para a Terra.
    E isso foi em 1969 povo!
    Agora desculpem mas tenho que ir, comprei um apartamento em Mare Tranquilitatis e meu foguete sai em meia hora!
    Até mais!

    Agora, se a viagem tivesse sido feita assim, nossos amigos conspiracistas iriam olhar com admiração para o grande feito da humanidade. Mas um novo problema iria surgir:
    Se as viagens realmente tivessem sido assim, as teorias de fraude não iriam vir de meia dúzia de leigos na Internet, mas sim da comunidade científica mundial, incluindo a União Soviética, apontando todas as falhas em uma viagem que seria, pelos olhos dos conspiracistas, a coisa mais real do mundo, afinal, não foi sempre assim em filmes?

    Percebam também que aqui o cenário todo se inverte:
    Com os pousos na Lua da forma como foram realmente feitos, esses leigos na Internet rolam em teorias conspiratórias, apontando detalhes que, curiosamente, todo cientista acha perfeitamente normais.
    Agora, se as viagens fossem feitas da forma como os conspiracistas querem para acreditar que ela teria realmente acontecido, cientistas do mundo inteiro iriam rolar em teorias conspiratórias, apontando detalhes que, (nada) curiosamente, esses leigos acham perfeitamente normais.

    Puts, esqueci o meu voo! Tenho que ir, até a próxima!