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Herschel revela o lado oculto da formação estelar

A bolha galática RCW 120. Crédito: ESA/PACS/SPIRE/HOBYS Consortia.
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"Estrelas massivas são raras e de curta duração. A captura de uma durante a formação é uma  uma oportunidade de ouro para resolver um paradoxo de longa data na astronomia. "

Os primeiros resultados científicos do observatório de infravermelho espacial - Herschel - estão revelando detalhes antes escondidos da formação estelar. Novas imagens mostram milhares de galáxias distantes produzindo - de forma furiosa - estrelas. Além disso, belas regiões de formação estelar envoltas em toda a nossa Via Láctea também foram retratadas. Uma imagem ainda apanha uma estrela "impossível" no ato de formação.

Apresentados hoje durante um simpósio científico realizado na Agência Espacial Europeia, na Holanda, os resultados desafiam as velhas idéias de nascimento estelar, e abrem novos caminhos para pesquisas futuras. A missão é coordenada pela Agência Espacial Europeia, com importante participação da NASA.

"Usar o Herschel é ver uma parte do cosmos - que tem sido escura e enterrada há muito tempo - com outros olhos", disse o cientista da missão do projeto NASA, Paul Goldsmith, no Laboratório de Propulsão à Jato da NASA, Pasadena, Califórnia.

A observação do Herschel da nuvem de formação estelar RCW 120 revelou uma estrela embrionária, que parece pronta para se transformar em uma das maiores e mais brilhantes estrelas da nossa galáxia nos próximos cem mil anos. Ela já contém de oito a 10 vezes a massa do sol e ainda é cercada por um adicional de 2.000 massas solares de gás e poeira a partir da qual se pode alimentar ainda mais.

"Esta estrela só pode crescer mais", diz Annie Zavagno, do Laboratoire d'Astrofísica de Marseille, na França. Estrelas massivas são raras e de curta duração. A captura de uma durante a formação é uma uma oportunidade de ouro para resolver um paradoxo de longa data na astronomia. "Segundo a nossa compreensão atual, você não deve ser capaz de formar estrelas maiores do que oito massas solares", diz Zavagno.

Isto porque a luz emitida por essas grandes e ferozes estrelas deveriam soprar as nuvens de seu nascimento, antes de que mais massa pudesse ser absorvida. Mas de alguma maneira elas fazem. Muitas dessas estrelas "impossíveis" já são conhecidas, algumas com até 150 massas solares, mas agora que Herschel encontrou uma perto do começo de sua vida, os astrônomos podem usar os dados para investigar como ela está desafiando suas teorias.


  • Créditos:
  • Data: 
  • 06/05/10

A cor das estrelas

Existem estrelas de quase todas as cores – brancas, amarelas, azuis, vermelhas... Entenda porquê a cor é uma informação essencial para os astrônomos.

Quando olhamos para o céu numa noite limpa e sem luar, longe das luzes da cidade, facilmente constatamos que muitas estrelas têm uma cor peculiar. Sírius e Vega, por exemplo, cintilam como diamantes branco-azulados.

Capella tem um brilho amarelo, como um sol distante, enquanto Arcturus é levemente alaranjada. Betelgeuse, Aldebaran e principalmente Antares exibem um tom vermelho como um rubi. Ao telescópio, essas cores atingem tons de elevada pureza.

O Sol aquece a Terra e os outros objetos do Sistema Solar com uma luz dourada. Por certo haverá planetas iluminados pelos raios de uma estrela azul. E o que dizer da alvorada em um planeta que resplandece sob a luz de dois sois? Que efeitos fantásticos de luzes e cores se alternam nesses mundos?

Conhecimento em cores
PARA COMEÇAR A ENTENDER ESSES FENÔMENOS, é importante recorrer a certos conceitos de Física. Sabemos que as folhas das árvores são verdes porque absorvem todas as demais radiações, exceto o verde, difundindo-o ao seu redor. Se a fonte de luz se apaga, os objetos desaparecem.

Porém, a chama de uma vela tem luz própria, assim como uma barra de ferro numa fundição ou o filamento de uma lâmpada incandescente, que fica avermelhado se a energia elétrica está fraca, mas muda de cor, atingindo tons mais claros à medida que a temperatura aumenta.

Devido à incandescência, esses objetos tornam-se fontes de luz – e sua cor depende diretamente da composição da luz que irradiam. Não é difícil analisar as cores de uma luz. Basta fazê-la passar por uma fenda delgada e atravessar um prisma de vidro. Com isso obtemos o espectro da luz.

O espectro das estrelas geralmente se apresenta como uma faixa luminosa e contínua, contendo todas as cores do arco-íris interrompidas por raias escuras. Essas raias são as “impressões digitais” das estrelas, revelando a composição química das camadas superficiais do astro.

Cada elemento químico tem a propriedade de mostrar raias no espectro em comprimentos de onda característicos. Comparando as raias de uma estrela com as obtidas em laboratório (com as “assinaturas” dos elementos químicos) é possível determinar a composição do astro.

Estamos diante de uma das maravilhas do conhecimento científico: a espectroscopia. Ainda que não seja possível recolher uma amostra de uma estrela qualquer, somos capazes de determinar do que ela é feita – e com admirável precisão!

Sem estrelas verdes
A cor de uma estrela tem relação com a temperatura em sua superfície. Estrelas não muito quentes (cerca de 3.000 Kelvin) nos parecem avermelhadas. Já as estrelas amarelas, como o Sol, possuem temperatura em torno dos 6.000 Kelvin; e as mais quentes são brancas ou azuis porque sua temperatura fica acima dos 10.000 Kelvin.

Uma estrela emite energia em todos os comprimentos de onda, mas não com a mesma intensidade. Existe um pico de sua radiância para cada temperatura. Uma quantidade de energia que vai determinar a cor predominante da estrela. É por isso que não existem estrelas verdes.

Em princípio, deveriam existir estrelas em todas as cores do arco-íris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta). Mas, quando essa seqüência de cores é obtida em função da temperatura de objetos incandescentes, a energia do branco se sobrepõe ao verde.

Classificação estelar
AS RAIAS VISÍVEIS NO ESPECTRO DE UMA ESTRELA permitem ordenar esses astros em classes de objetos similares. A classificação espectral atualmente em uso é baseado num esquema estabelecido em 1890 (Harvard Spectral Sequence).

Da mais quente a mais fria, as estrelas são agrupadas em classes identificadas pelas letras do alfabeto W, O, B, A, F, G, K, M e também R, N e S. Como são muito poucas as estrelas que entram nas classes W, R, N e S, sobram apenas os sete grupos destacados, fáceis de memorizar considerando as iniciais da seguinte frase em inglês: Oh, Be A Fine Girl: Kiss Me!

Cada classe é dividida em dez subgrupos numerados de zero a nove. O Sol pertence a classe espectral G2, sendo muito semelhante a Capella (G0), enquanto Sírius é da classe A1 e Betelgeuse da classe M2.

Estrelas de comportamento excepcional são designadas pela letra p, de peculiar, e as anãs, gigantes e supergigantes são identificadas por d, g e s, respectivamente, colocadas antes da letra principal.

Também foram introduzidas classes de luminosidades designadas pelos algarismos romanos de I a VII mais o algarismo arábico zero. A classe I, por sua vez, divide-se em Ia e Ib.

Vários outros símbolos são utilizados nas classificações espectrais das estrelas. WC e WN, por exemplo, indicam estrelas de alta temperatura superficial (estrelas Wolf-Rayet, da ordem de 60.000 K).


As raras estrelas do tipo espectral R são ricas em CH e CN, enquanto as do tipo S contêm óxido de zircônio (ZrO2). Ambos os tipos apresentam raias de metais neutros em seus espectros.

O espectro produzido quando uma luz atravessa uma fenda e depois um prisma de vidro é contínuo. Se houver gás que absorva muito a luz visível no seu caminho, a forma característica de um arco-íris será interrompida por uma série de linhas escuras.

Isso acontece porque os elétrons ocupam níveis energéticos bem distintos nos átomos dos elementos químicos, mas quando o átomo absorve ou emite energia há transições entre níveis adjacentes. Essas transições produzem linhas de absorção ou de emissão nos espectros, como as do átomo de hidrogênio.




Fonte: Lamentamos, mas não temos certeza a quem este artigo pertence. Por favor responsável, fale conosco, para assim colocarmos os devidos créditos. Acreditamos que possa ser de uma dessas fontes:

Revista "Super Interessante"; Revista "PLANETA"; Revista "MUNDO ESTRANHO"; http://ciencia.hsw.uol.com.br, ou da Revista VEJA.


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